ENTREVISTA PARA REVISTA ABILITY

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A nossa amada Avril Lavigne concedeu uma entrevista recentemente à revista Ability na qual ela fala sobre a The Avril Lavigne Foundation, o lançamento de ”Fly”, as Olimpíadas Especiais e seu sofrimento com a doença Lyme.
Recuperada quase por completo, a cantora mencionou projetos de filmes para o futuro, uma apresentação nos Jogos mundiais em Los Angeles e o relançamento da Abbey Dawn.

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Confira abaixo a entrevista completa traduzida:

A cantora e compositora nomeada ao Grammy Avril Lavigne vendeu mais de 35 milhões de discos no mundo todo. Suas músicas “Complicated” e “Girlfriend” ficaram no rank da Billboard entre as 100 melhores músicas da década. Criada a 2 horas a leste de Toronto, Canadá, ela assinou um contrato musical aos 17 anos, e recentemente fundou a Avril Lavigne Foundantion R.O.C.K.S. que promove Respeito, Oportunidade, Escolhas, Conhecimento e Força em jovens com doenças graves ou com deficiências. Lia Martirosyan da revista Ability conversou com ela recentemente.

Lia Martirosyan: O que te motivou a criar uma fundação?
Avril Lavigne: Desde o começo da minha carreira, a Make-a-Wish Foundation me dizia que tinha pessoas que queriam me conhecer, então eu ia em hospitais e via pessoas que estavam doentes ou que tinham alguma deficiência. Isso mexia muito comigo e me fez querer criar minha própria fundação. Eu a criei em 2010. Todo ano, para o meu aniversário, temos uma campanha de arrecadação de fundos. E no ano passado, para o meu 30° aniversário, nós arrecadamos dinheiro para 30 atletas participarem das Olimpíadas Especiais (OE).

L.M: Que emocionante!
A.L: É mesmo. Eu participei de programas em que fiz parceria com a Easter Seals e enviamos muitas crianças para fazer acampamento. Quando eu as visitei, elas estavam tão felizes que eu pensei ”Meu Deus, eu tenho que fazer parte disso!” Nossa maior e mais recente parceria é com as Olimpíadas Especiais porque nós partilhamos uma missão similar. Eu escrevi uma canção inspiradora, “Fly”, dois anos atrás para a minha fundação; é sobre colocar as pessoas para cima e dizer a elas para não desistir, não importa o quão difícil as coisas fiquem. No iTunes, todos os rendimentos dela vão para as OE. Eu também gravei um vídeo para a música no qual os atletas são as estrelas. Nós estamos negociando uma apresentação minha nos Jogos Mundiais das OE em Los Angeles.

L.M: Parece divertido!
A.L: Com certeza!

L.M: O vídeo com os atletas da OE foi gravado em LA?
A.L: Nós o gravamos no Canadá, e quatro pessoas das 30 que estou patrocinando irão participar dos Jogos em LA. Também haverá uma corrida de revezamento lá, e eles tocarão minha música. É muito legal.

L.M: Que ótimo!
A.L: A OE tem ótimas instalações e eles fazem um trabalho incrível; Estou muito feliz de me associar a eles.

L.M: Tenho certeza quer eles pensam o mesmo. Você mesma enfrentou alguns desafios recentemente. Você se sente confortável em falar sobre isso depois que foi diagnosticada?
A.L: Foi um processo longo e frustrante, mas o tempo todo eu sabia o que eu tinha. Eu estive em emergências nos hospitais, vi inúmeros doutores e especialistas e ninguém me dizia o que eu tinha, mas eu continuava dizendo: “Eu sei que é Lyme”. E eles diziam, “ Não, pessoas não pegam isso”. Finalmente eu vi um especialista em Lyme e fiz o teste certo. Foi um grande alívio finalmente ter uma resposta.

L.M: Como você está agora?
A.L: Estou indo bem. Tem sido uma grande caminhada. Estou em tratamento já faz meses, e tenho mais alguns para fazer. Logo estarei 100% recuperada, e superarei isso. Estou muito agradecida porque fazia apenas sete meses que tinha a doença antes do tratamento. Muitas pessoas tem Lyme por anos, e algumas passam anos se tratando. Meu tratamento provavelmente será apenas cerca de nove meses ao todo.
Essa experiência tem me dado muitas angústias e perspectivas. Eu sairei disso muito mais forte e mais experiente no assunto. Eu tenho conseguido continuar projetos como lançar “Fly” e trabalhar com OE. É algo que planejamos a mais de um ano atrás, e agora está acontecendo, então está indo tudo bem.

L.M: Por curiosidade, que tratamento você está fazendo?
A.L: Bug que se transforma em múltiplos organismos. Tem-se que tomar diferentes antibióticos que matam as várias formas porque é um bicho esperto que muda de forma. Não se pode ficar em um antibiótico; Eu já tomei vários numa estratégia que foi feita especificamente para mim. As pessoas deveriam sempre consultar seus médicos. Na verdade, minha doutora teve a doença; acho que ela é a melhor de lá.
Quando eu fiz meu primeiro teste, o resultado foi inconclusivo, o que basicamente significa que há algo. Há laboratórios diferentes que você tem que usar e muitos médicos são contra…mesmo que você tenha sido testado, há falsos positivos e falsos negativos, então é preciso ver um médico especializado em Lyme e que sabe o que está fazendo.

L.M: Como você sabia que era isso que você tinha o tempo todo?
A.L: Porque meus sintomas eram claros. E eu tinha amigos que diziam, “Eu nunca vi você assim, acho que você tem Lyme”. E eu, “ O que é isso?” Então eu procurei e pesquisei muito a respeito.

L.M: Fez bem.
[NOTA DO EDITOR: Entre uma ou quatro semanas após ser mordida por um carrapato infectado – geralmente em área rural – a maioria das pessoas apresenta sinais da doença de Lyme: vermelhidão na pele seguida de sintomas de gripe. A bactéria pode se espalhar, infectando articulações, o coração, e o sistema nervoso enquanto causa um crescente número de doenças.]
A.L: Onde você mora?
L.M: Em LA.

A.L: Há mais especialidade na Costa Leste porque é mais prevalente lá, assim também como na Califórnia. Alguns médicos oferecem apenas tratamento intensivo, que funciona se você levar uma picada e iniciar de imediato o tratamento para previnir que se espalhe. Mas se você já tem a doença por um tempo, é preciso uma abordagem diferente. Você precisa ser o seu próprio defensor. Escute a você mesmo e ao seu coração. Não pare até obter a resposta que você sente que é certa.
L.M: É um bom conselho. Quais são os seus planos? Você irá reavaliar sua saúde antes de sair em turnê novamente?
A.L: Eu estou de 80% a 85% melhor. É um processo e eu consigo ver a luz no fim do túnel. Minha saúde é a prioridade, mas eu me senti bem o suficiente para gravar uma música a duas semanas atrás. Eu tenho projetos de filmes para os quais estou me preparando. Fãs desenharam camisetas nas quais o lucro líquido vai para a Lavigne Foundation e OE. Abbey Dawn é uma linha de roupas que estou relançando. As coisas estão caminhando. Não se pode deixar que obstáculos ponham você para baixo. Você tem que se manter positivo e continuar insistindo que, como vocês sabem, é o slogan da OE.

Tradução: Jessica Borem

Equipe ALBR