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Entrevista para o jornal L.A. Weekly

Na tarde de hoje, foi divulgada uma nova entrevista com Avril Lavigne para o jornal L.A. Weekly, de Los Angeles. Pelo telefone, a cantora conversou com o jornal e abordou assuntos como: Lyme, turnê, fãs e sua volta por cima. A entrevista foi publicada no site por Brett Callwood.

Acompanhe a matéria traduzida pela Equipe ALBR!

A CABEÇA DE AVRIL LAVIGNE ESTÁ FINALMENTE ACIMA DA ÁGUA

Em 2014, um ano após o lançamento de seu quinto álbum, a cantora canadense Avril Lavigne foi diagnosticada com a doença de Lyme. Sua vida foi suspensa quando ela embarcou em uma terrível batalha por sua saúde. Naturalmente, sua carreira também.

Não há dúvida de que tudo que estava sendo construindo foi parado. Depois de três álbuns de “skatistas punk” e “pós-grunge peculiares”, que levaram a criar uma enorme base de fãs internacionalmente, Avril começou sua nova era com o pop-rock “Goodbye Lullaby” em 2011 e seguiu com o pop “Avril Lavigne” em 2013. O título sugeriu uma reinvenção, ou pelo menos uma evolução. Era uma Lavigne madura. Então veio a doença de Lyme, que estragou tudo. Foi um alívio, quando chegou o anúncio de que ela estava lançando um novo álbum, o “Head Above Water” e em Fevereiro de 2019 uma turnê se iniciava.

“Estou realmente empolgada para voltar aos palcos”, diz Lavigne por telefone. “Em cerca de cinco anos, tive que parar por alguns anos por questão de saúde. Então é muito significativo e acho que será uma experiência emocional e poderosa para mim, voltar aos palcos com a turnê – ter voltado a escrever e fazer música, e agora trazer essas músicas ao vivo. Tem sido apaixonante e sou muito grata a isso. Estar aqui hoje, ainda fazendo música, e me fortalecendo, significa muito.”

Ela não está sendo dramática – ela realmente estava em um ponto em que pensou que seria capaz de nunca mais poder trabalhar novamente, e houve uma noite angustiante em que ela pensou que não conseguiria.

“Lentamente na cama, comecei a escrever essas músicas”, diz ela. “Head Above Water” – essas letras chegaram em mim quando estava na cama, na noite em que pensei que iria morrer. Isso me mostrou como a música está viva em mim e vive na minha alma. É algo que não consigo controlar. Esse álbum levou três anos para ser produzido – é muito tempo. Sou grata por estar fazendo música hoje e ter saído disso tudo, e ainda ter essa oportunidade. Sou grata aos meus fãs por terem sido tão solidários durante todos os anos e durante esse processo que passei. ”

Já se passaram seis meses desde que Head Head Water foi lançado e, nessa era de gratificação instantânea, seus fãs conseguiram seguir em frente. Com isso, ela teve um ótimo desempenho, alcançando 13º nas paradas de álbuns da Billboard (número um nas paradas independentes), 10º nas paradas do Reino Unido (novamente, número um nas paradas independentes) e assim por diante.

“Com este álbum, eu não segurei nada”, diz ela. “É muito vulnerável e aberto, senti que queria fazer música sobre um lugar muito real e conversar sobre tudo o que passei. Este álbum é muito sobre a performance vocal, emoção e letras. Outra música que sou muito apaixonada é ‘I Fell in Love with the Devil’ – é muito diferente, é legal porque tem esse tema de fogo e água que também estará na turnê. Você tem que se afastar de alguém e se posicionar. Eu fico tipo, ‘OK, estou dirigindo um carro funerário e lá atrás há um caixão e eu estou no caixão. Vou metaforicamente por uma estrada e, no final do vídeo, decido me libertar do caixão e me defender’.”

Há outra música no novo álbum chamada “Dumb Blonde” (com Nicki Minaj), que é um hino oportuno para o empoderamento feminino. Afinal, enquanto Lavigne estava se recuperando, o seu mundo praticamente acabou.

“Eu estava em uma situação em que estava sendo menosprezada, sendo chamada de loira burra”, diz ela. “Um cara ficou intimidado com a minha independência e minha força como mulher. Eu não deixei isso me afetar – não foi por essa coisa louca que passei. Decidi transformar isso em música que é um hino para as mulheres dizerem: ‘Tudo bem ser mulher, ser forte e poderosa. Não é legal alguém tentar colocá-lo no banco e pedir para você parar de falar porque é uma menina. Mas também gosto de pensar no geral, seja relacionado a homens ou mulheres, é importante que alguém possa se expressar, ser forte, poderoso e ser quem são.”

Falando com Lavigne, a gratidão que ela sente por fazer música novamente é clara. Muitos músicos reclamam de ter que fazer entrevistas, mas Lavigne não é nada além de graciosa. Ela passou por algo ruim e agora está determinada a aproveitar sua vida.

“Eu tenho um lado e ainda gosto de andar de skate, andar de bicicleta, me tatuar, beber cerveja, fazer churrasco”, diz ela. “Há um lado meu que é assim, claramente. Eu amo tocar guitarra e você irá ver durante os shows. Há algumas semanas atrás, estávamos aproveitando. Foi um bom verão.”

A Head Above Water Tour se inicia no próximo dia 14 de Setembro, em Seattle e todos os ingressos estão esgotados.

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Sobre o autor

Graduado em Análise e desenvolvimento de sistemas, trabalha como suporte técnico em TI na área da saúde. Amante de música eletrônica, é frequentador de baladas, barzinhos e casa de amigos, também é apaixonado pela música e estilo de Avril Lavigne desde 2002.