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RETROSPECTIVA: ÁLBUM “AVRIL LAVIGNE”

Há exatamente um ano, o quinto álbum, o epônimo Avril Lavigne chegou às lojas do mundo todo. Com uma capa marcante trazendo nada além de Avril, exposta, com sua maquiagem forte e fundo preto, o CD trouxe promessas de uma nova fase na vida da cantora e no mundo dos fãs.

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Já é fato que cada CD de Avril traz uma identidade diferente dela: vemos o lado skatista e adolescente irritada com a vida em “Let Go” (2002), a jovem furiosa com coração partido em “Under My Skin” (2004), a esposa feliz que não quer envelhecer em “The Best Damn Thing” (2007), e a mulher adulta pós divórcio em “Goodbye Lullaby” (2011).

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A campanha de divulgação do álbum começou cedo. O primeiro single, “Here’s To Never Growing Up” foi mais uma homenagem aos fãs do que uma tentativa de sucesso. Ele até mesmo faz uso de uma batida muito parecida com “Complicated” e Avril se veste com seu figurino de 2002 para lembrar ao mundo que ainda é a mesma e não vai mudar. Foi, de certa forma, contrastante ver o primeiro single do álbum tão jovial e sua capa tão séria. Contudo, Avril logo se expressou dizendo “este é um álbum diverso”. E de fato, “Avril Lavigne” é uma combinação de tudo o que já foi feito. Há um pouco de “Let Go” (como as faixas “17” e “Bitchin’ Summer”) um pouco de “Under My Skin” (com “Hello Heartache” e “Let Me Go”)… E “The Best Damn Thing” (presente em “You Ain’t Seen Nothin’ Yet” e “Sippin’ On Sunshine”) e “Goodbye Lullaby” (com “Hush Hush” e “Falling Fast”) não ficam de fora.

E depois de um ano e com o encerramento do ciclo “Avril Lavigne” é hora de refletir sobre alguns pontos… O primeiro deles é:

O que deu certo?

Here’s To Never Growing Up

Embora não tenha sido um sucesso comercial, Here’s To Never Growing Up teve seu lugar no disputado cenário musical de 2013, e cumpriu sua função: ele celebrou o início de uma nova era para Avril Lavigne. Embora a faixa por si só não seja algo muito inovador, a campanha que o acompanhou foi. Tivemos Avril Lavigne, logo na capa, praticamente nua com um ursinho de pelúcia e maquiagem borrada. Foi um toque meio Lolita que chocou e que chamou a atenção dentro do possível.

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Let Me Go

Confesso que não fui muito favorável a escolha de Let Me Go como terceiro single de Avril Lavigne (até falo sobre isso na resenha que você pode ler AQUI). Let Me Go pareceu não original, impessoal e uma tentativa de compor uma balada sincera. Contudo, não posso negar que ele chamou devida atenção da mídia. Surgiram muitos fãs de Chavril (Chad + Avril para os desinformados) após o clipe e várias pessoas pela internet realmente se referiram ao casal como “a realeza do rock Canadense”. Let Me Go não foi uma faixa de sucesso per se, mas foi uma forma de trazer Avril de volta aos holofotes.

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Hello Kitty

Sim, Hello Kitty foi polêmico. Sim, os sites falaram mal de Avril. E sim, sim, sim, muitos fãs ficaram desapontados com a direção que a carreira dela começou a apontar. Mas, existe algo que precisa ser levado em conta: Avril fez sucesso. Hello Kitty foi a faixa mais controversa da internet, com mais comentários e críticas e foi a primeira faixa de Avril, desde Girlfriend, a ganhar paródias na internet. É necessário muito sucesso para se ser parodiado, e Avril conseguiu. Assim sendo, Hello Kitty é, comercialmente falando, um acerto.

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Give You What You Like

Ainda doi aceitar que Give You What You Like não foi single. É difícil ver uma faixa com tamanho potencial ser deixada de lado pela gravadora. Mas é inspirador ver como uma música que se destoa tanto do estilo de Avril ser tão aceita pelos fãs. GYWYL é indie, exigia um clipe preto e branco com garrafas e solidão, mas aí está ela, como a preferida de muitos fãs e um dos highlights de Avril Lavigne.

Avril no Brasil

Sem dúvida um dos melhores momentos do ciclo Avril Lavigne foi o anúncio dos shows no Brasil. De fato, qualquer fã que tenha ido ao show de 2011 e ao de 2014 pode confirmar que, embora o setlist deste ano não tenha sido dos melhores, Avril estava muito mais disposta e muito mais feliz. Ela brincou mais com a plateia, correu pelo palco e pareceu mais contente de estar aqui. 17, Let Me Go e Bitchin’ Summer fizeram falta? Sim. Mas a gente perdoa desta vez…

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O que poderia ter sido melhor?

A turnê

Exatamente pelo motivo citado acima. Faltou novidade. De fato, The Avril Lavigne Tour pareceu uma mistura de todas as turnês que ela já fez. Tanto na escolha das faixas como na forma que elas foram apresentadas. Faltou novidade. De fato, ela pareceu bastante uma Bonez Tour 2.0.

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O Meet & Greet

O Meet & Greet de Avril Lavigne foi um assunto polêmico. De um lado temos fãs que amaram, dizendo que valeu a pena e que fariam tudo novamente. Do outro, temos a mídia criticando pesadamente, comparando-a com Rihanna e Demi Lovato, e postando dezenas de memes sobre o assunto. Por que o Meet & Greet está na lista de ‘poderia ser melhor’? Exatamente por esse motivo: ele não deveria ter sido polêmico. Deveria ter deixado espaço para que o Brasil se lembrasse de como Avril o ama e não para que se questionasse isso.

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Rock N Roll

Rock N Roll prometeu, prometeu e não cumpriu. Foram teasers, anúncios, atores caros e um clipe que flopou. A fotografia foi excelente e o senso de humor presente no clipe é nota 10, mas nem mesmo isso conseguiu erguer a faixa que sequer deu as caras na mídia por muito tempo. O motivo disso? Ela não foi original. O mundo já ouviu I Love Rock And Roll milhares de vezes e aquela letra, bem, rimar “reputation” com “generation” não é o que a própria Avril canta em Bad Reputation?

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Escolha dos singles

Como discuti na minha resenha (que você pode ler AQUI), nenhum dos singles cumpriu sua função de promover o CD. HTNGU se encaixa perfeitamente em “Let Go” (2002), “Let Me Go” nasceu para um álbum do Nickelback e “Rock N Roll” mal se manteve sozinha. As faixas com potencial comercial, exatamente por mostrarem o lado “diverso” de Avril seriam Bad Girl, Give You What You Like, Hello Heartache e Hello Kitty. Das quatro, Hello Heartache seria uma aposta ousada, e Hello Kitty só foi lançada na Ásia. Uma parceria tão chocante como Avril e Marilyn Manson não pareceu uma boa proposta para a gravadora e Give You What You Like foi abandonada sabe-se lá o porquê. Avril Lavigne merecia mais.

Conclusão

Avril Lavigne foi um álbum para os fãs. Ao contrário de Goodbye Lullaby, que é praticamente um apanhado de textos do diário de Avril, AL junta tudo aquilo que os fãs gostaram ao longo dos anos para formar uma álbum de comemoração. A decisão faz sentido, afinal, ele celebra 10 anos de carreira de Avril. O questionável é, contudo, a campanha de divulgação do álbum que, através da escolha dos singles, do Meet & Greet e da turnê, deixaram a desejar. Onde estava o novo? Onde estava o elemento surpresa de Avril Lavigne?

E aonde vamos daqui?

Com o coração cheio de esperanças (e usando frases clichés de fim de ano), começamos na expectativa de um sexto álbum. Ainda não temos previsões e sequer sabemos onde estamos pisando. Da última vez, Avril divulgou repetidamente sua parceria com Alex Da Kid, mas nenhuma faixa dos dois foi lançada ou deu as caras em Avril Lavigne. Desta vez, ela anunciou que tinha material para lançar dois álbuns de uma vez, mas se a conhecemos bem, ela provavelmente já mudou de ideia e está indo em uma nova direção. Isso assusta? Um pouco, mas dá esperanças. Afinal, quem não gosta daquela expectativa e daquela insegurança ao se perguntar: “como será o novo álbum de Avril Lavigne?”. Uma coisa é certa: ele será pessoal, sincero e feito para os fãs, o que é, afinal, o ponto de convergência de todo e qualquer material já lançado por Avril.

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