CD de Avril Lavigne é platina dupla no Japão (20/5/2004)

O Japão teve a primazia no lançamento do novo CD de Avril Lavigne, "Under My Skin" e o sucesso foi instantâneo. Em menos de uma semana, o disco já é platina dupla. No Japão, a certificação de platina corresponde a 200.000 mil cópias vendidas. O lançamento mundial de "Under My Skin" será no dia 25 de maio, mas o Japão lançou com uma semana de antecedência para aproveitar uma passagem de Avril pelo país.

NOVO DISCO DE AVRIL LAVIGNE FAZ "FEMINISMO RASTEIRO"


Como a leitora que troca a Capricho pela Nova, as fãs de Avril Lavigne devem, com o tempo, evoluir para uma Alanis Morissete. As letras do segundo disco dessa musa-teen-mulherzinha-com-atitude mostram que, para ela, ser mulher e ser adolescente continua sendo assunto fundamental. Seus refrões são palavras de ordem como “não tente me dizer o que fazer” ou "eu vou viver hoje como se fosse meu último dia”. Enfim, ela é herdeira direta e fiel do que as rodas de macho chamariam de feminismo rasteiro.
Existem algumas lendas no mundo da música que, independente de funcionarem ou não, servem para analisar o novo disco da moça, "Under My Skin". Uma é a que prega que é somente no segundo álbum que se conhece um artista. Faz sentido. Outra, que uma boa produção pode ser muito mais útil que bons músicos ou boas canções, o que pode ser comprovado com regularidade.
Por fim, é sabido que poucas pessoas do bem, musicalmente falando, nasceram no Canadá. A frase serve para provocar fãs do Rush, mas não se pode dizer que é exatamente uma mentira. Muito pelo contrário: tirando Neil Young e e Leonard Cohen (quem não conhece, que vá conhecer), está todo mundo sob suspeição.

E o que esperar de alguém que vende quatorze milhões de discos e emplaca hits com 17 anos e logo na estréia ? Mais do mesmo. E nisso, "Under My Skin" cumpre com louvor sua missão. São doze faixas radiofônicas que repetem uma fórmula que colocou o refrão pegajoso de "Complicated" na boca de gente do mundo inteiro – e alguns milhões na conta da moça.

Produtores, fórmula, milhões: Avril Lavigne é, antes de qualquer outra coisa, business. E isso faz dela uma artista ruim ? Não necessariamente. Entre os riffs “roqueiros” que pontuam a “atitude” da moça há coisas bem interessantes, embora seja difícil manter o interesse ao longo de mais de quarenta minutos.

Do alto da bagagem musical de alguém de 19 anos, ela até que não se sai mal como compositora, algumas notas acima da média das boy bands e riot girls que povoam o universo ao qual ela, gostando ou não, pertence. Nunca pesado demais, para não afastar as coleguinhas, nunca pop demais, para não perder a pose, com um pianinho na abertura para dar um clima e um refrão pegajoso, há o que se salve.

Em resumo, o disco não é ruim, a moça não canta mal, as canções cumprem o que se espera delas. Ela tem presença e público, muito público. O problema é que se você já ouviu falar em mulheres como Patti Smith e Debbie Harry (ainda não ouviu? não sabe o que está perdendo) dificilmente vai conseguir se interessar pela Avril Lavigne.

Avril Lavigne invade o mundo dia com "Under My Skin"

O que será que se esconde sob a pele de Avril Lavigne ? A resposta será conhecida no dia 25 de maio, com o lançamento mundial de "Under My Skin", segundo CD da artista canadense que, em pouco mais de dois anos, tornou-se ídolo de milhões de adolescentes em todo o mundo e saltou definitivamente para o estrelato. O primeiro CD, "Let Go", vendeu mais de 14 milhões de cópias, sendo mais de 250 mil somente no Brasil. A crítica também se rendeu ao talento de Abril, que teve oito indicações ao Grammy com seu álbum de estréia. E "Under My Skin" promete trilhar o mesmo caminho: ele recebeu quatro estrelas na avaliação da Q Magazine.

Avril cresceu. Os dois anos que sucederam o lançamento de "Let Go" viram florescer uma artista mais madura e consciente de seu trabalho. "Under My Skin" é o reflexo claro desse novo momento da vida da cantora, que participou de todas as etapas de criação do CD. O disco começa com as dramáticas "Take Me Away" e "Together" - canção favorita de Avril -, que preparam o clima para as guitarras fortes e o refrão radiofônico de "Don't Tell Me", hit que já alcançou o topo das paradas em todo o mundo. Destacam-se no trabalho canções com melodias marcantes ("Freak out") e climáticas "Forgotten", "Nobody's Home"), que revelam um lado mais sombrio de Avril Lavigne.

O novo CD tem a produção de Butch Walker (do grupo Marvelous 3), Raine Maida (do Our Lady Peace) e Don Gilmore (Linkin Park, Pearl Jam), com quem Avril dividiu a maioria das composições. Avril assinou uma canção com o ex-guitarrista do Evanescence, Ben Moody. O restante das músicas foi composta em parceria com seu guitarrista, Evan Taubenfeld.

Então, o que estará sob a pele Avril ? A dúvida persiste até 25 de maio, mas a própria artista dá uma pista: "Under My Skin" é o que eu penso, o que está dentro de mim, o que está na minha cabeça".